Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos

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Caso de suposto traficante destruindo terreiro é acompanhado pela Secretaria de Direitos Humanos

 13/09/2017 - 16:53h - Atualizado em 13/09/2017 - 16:53h


 

 

Denúncias de que traficantes estariam atacando terreiros de religiões de matriz africana são acompanhadas pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI). A secretaria recebeu na última semana três denuncias de que bandidos estariam orquestrando invasões a casas espiritualistas, duas delas na Baixada Fluminense e uma na Zona Norte da capital fluminense. Nesta quarta-feira (13) o secretário de Direitos Humanos, Átila Nunes entrou em contato com a policia civil para apurar o local e a data onde foi gravado um vídeo que circula na internet mostrando um suposto traficante ameaçando e obrigando um homem a destruir imagens e guias (colares) de religiões de matriz africana. O caso está sendo investigado pela 37ª DP (Ilha do Governador).

“Esse é mais um caso absurdo de intolerância religiosa. Precisamos confirmar se isto (vídeo) aconteceu realmente da Ilha do Governador, na comunidade do Morro do Dendê, saber a data e identificar o agressor. É importante que uma resposta seja dada. Ontem (terça-feira) estive reunido com o chefe da Polícia Civil, Carlos Lebba, e o secretário de Segurança, Roberto Sá, para estabelecer um convenio entre a SEDHMI e a SESEG. O objetivo é que vítimas deste tipo de crime (intolerância religiosa) possam registrar corretamente o caso e tenham um atendimento humanizado”, explica o secretário Átila A. Nunes.

 

Para que casos de intolerância religiosa e racismo sejam registrados corretamente, o secretário de Direitos Humanos solicitou ao governador Luiz Fernando Pezão a criação da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Nesta terça-feira (13), Átila A. Nunes, Roberto Sá e Carlos Lebba se reuniram para definir os próximos passos para a criação da especializada.

 

Nas últimas duas semanas a SEDHMI recebeu sete denúncias de terreiros atacados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ou seja, a cada dois dias uma casa de matriz africana é atacada no município. Duas destas casas dizem ter sido vítimas de ações orquestradas por traficantes.

 

Para receber denúncias de casos como esse, a SEDHMI criou no mês passado o Disque Combate ao Preconceito, no qual as vítimas podem denunciar casos de preconceito e intolerância e buscar auxílio psicológico, jurídico e social. O serviço através do telefone 2334-9551, funciona de segunda à sexta-feira, das 10h às 16h.




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