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Palácio Laranjeiras e o excêntrico Eduardo Guinle

 08/07/2016 - 12:31h - Atualizado em 08/07/2016 - 13:30h

Construção do palacete foi sua inspiração e a quase falência


O lema "Se você deseja, não lhe fará mal" foi, ao mesmo tempo, a inspiração e a quase falência do empresário Eduardo Guinle. Nascido em uma família de empresários, investiu em empreendimentos em diversas áreas como transportes, mineração, agricultura, energia elétrica, entre outras.

 

 

A vontade de Guinle era que seu palacete, o atual Palácio Laranjeiras, que passa por obras de restauro patrocinadas com recursos da Petrobras e outras empresas, fosse o mais luxuoso da cidade. Para isso, não poupou recursos: contratou a francesa Maison Bettenfeld para fazer o projeto de decoração dos interiores, além de arquitetos e engenheiros renomados, e encomendou peças e quadros de escultores e pintores europeus, enquanto a casa ainda era construída.

 

A fachada principal do Laranjeiras é inspirada na arquitetura do cassino de Montecarlo, em Mônaco, com suas torres, três janelas e três portas. O palacete foi completamente construído com material importado: colunas de mármore, tintas, portões, janelas, entre outros itens encomendados especialmente para o palacete, chegaram ao Rio em navios. Diversos móveis foram feitos sob medida e montados diretamente nos cômodos aos quais foram destinados.

 

Com tanto requinte, precisou pedir adiantamento da herança e recebeu da mãe cerca de US$ 1 milhão, em valores da época. Quase foi interditado pela família. Mesmo com o dinheiro extra, algumas fontes, tanques e cascatas que estavam no projeto original de Armando da Silva Telles e em plantas complementares do arquiteto Joseph Gire e do paisagista Gérard Cochet não puderem ser feitos por falta de verba. Eduardo Guinle ainda deu um toque pessoal e acrescentou cinco águias de bronze ao prédio.

 

Apesar da extravagância, a paixão do empresário pelas artes garantiu que o Estado tivesse em seu acervo itens únicos de arquitetura, mobiliário, tapeçaria e ornamentação.

 

Restauro

 

Com o fim das obras, o espaço será aberto à visitação pública. Além da Petrobras, outras 12 empresas custearam as obras de restauro do Palácio Laranjeiras: Ambev, Bradesco, Bradesco Seguros, Cedae, CSN Energia, Gás Natural Fenosa/CEG Rio, Eletrobras Furnas, Light, MRS Logística, Instituto CCR, EDF Norte Fluminense e Vale.




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