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Pesquisa quer aumentar o consumo de filés de peixe

 15/05/2018 - 19:28h - Atualizado em 16/05/2018 - 08:50h

Fiperj indica o rendimento das espécies mais consumidas no estado


A Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro), vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, desenvolve pesquisa para determinar o rendimento de filé das principais espécies de pescado comercializadas no estado, além de avaliar as variações sazonais do produto.

O Diário Oficial Notícias conversou com Flávia Calixto, pesquisadora de Tecnologia do Pescado da instituição, que está à frente do projeto.

D.O. Notícias – Qual a importância desse trabalho?
Flávia Calixto –
O rendimento de filé é determinante na lucratividade e viabilidade industrial, mercado varejista e produtores. Mas os estudos de rendimento de filé de peixes produzidos no estado são escassos, mais realizados em pescados proveniente da aquicultura, como a tilápia.

D.O. Notícias – Quem mais participa dessa pesquisa?
Flávia Calixto –
Outros técnicos da Fiperj: Carlos Eduardo Coutinho, André Medeiros, Juliana Guimarães e Luana Borde. Na próxima etapa, a do desenvolvimento de produtos com peixes, teremos a parceria da Embrapa.


D.O. Notícias – Por quanto tempo a pesquisa deve se estender?
Flávia Calixto –
Ela vem sendo desenhada desde 2017, mas no início deste ano começamos a parte experimental efetivamente. Vai durar todo o ano de 2018 e talvez seja prorrogada até 2019.


D.O. Notícias – Que peixes são utilizados nesse estudo?
Flávia Calixto –
O experimento começou com as espécies sardinha verdadeira e sardinha laje, mas visamos avaliar outros peixes, os de maior importância de produção do Rio de Janeiro, tanto através da pesca como da aquicultura.


D.O. Notícias – Em que cidade está sendo feito o experimento?
Flávia Calixto –
O experimento tem sido realizado no laboratório da PesagroRio – empresa de pesquisa agropecuária do estado, em Niterói. Mas as amostras podem vir de outros municípios, dependendo da possibilidade de transporte.


D.O. Notícias – Vocês já têm uma base de quanto será a economia, caso seja adotada uma nova forma de fazer os filés?
Flávia Calixto –
Não, mas conseguiremos expressar quais serão as melhores espécies para serem comercializadas como filés e quais que poderiam ser usadas para alimentação de crianças pela ausência de espinhas no filé.


D.O. Notícias – Isso poderá criar um impacto na alimentação de grupos específicos?
Flávia Calixto –
Sim, muitas escolas só usam merluza na merenda escolar por desconhecerem outras espécies cujo filé também não têm espinhas. Com a pesquisa, podemos apontar outras espécies com bom rendimento e sem espinhas para o consumo infantil.


D.O. Notícias – Em longo prazo, como essa pesquisa pode favorecer a população?
Flávia Calixto –
O pescado é um produto de excelente qualidade nutricional e possui grande importância na alimentação. Talvez com mais divulgação de formas de como utilizá-lo, o seu consumo possa ser aumentado.

Curiosidades


• Tilápia, pescada, linguado e merluza são alguns dos peixes mais consumidos em formas de filé no Rio de Janeiro.

• Se olhos brilhantes e escamas firmes são dois indicativos de um peixe inteiro fresco, no caso dos filés, evite aqueles ressecados, enrolados nas pontas, com cheiro forte e com uma carne que não esteja firme ao toque.


• A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo per capita de 12kg de pescado ao ano, mas na américa latina são consumidos somente 9kg de pescado per capita anuais.


• Entre as características nutricionais dos pescados, encontram-se vitaminas a, b, d; minerais como ferro, cálcio, sódio, iodo, potássio, selênio, flúor, fósforo, manganês; e o ácido graxo ômega-3.


  • Fotos

  • Fiperj faz estudo para aumentar rendimento de filés de peixe.

    1 foto | Agricultura | 15/05/2018

    Fiperj faz estudo para aumentar rendimento de filés de peixe



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