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Bolsistas do Le Cordon Bleu se destacam


Por Carolina Perez

 

Para quem escolhe a gastronomia como profissão, o Le Cordon Bleu é uma das principais referências mundiais no que se refere ao estudo e aprimoramento da arte culinária. O instituto internacional, de origem francesa, tem, entre seus estudantes, 15 alunos bolsistas da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a renomada escola europeia, a iniciativa é uma importante oportunidade para jovens de baixa renda que sonham com uma carreira na gastronomia. A primeira turma, iniciada em setembro de 2018, concluirá o curso ao fim do primeiro semestre deste ano.

 

Durante um ano, os estudantes do Cordontec, o curso técnico profissionalizante da escola, aprendem um conjunto de conhecimentos e habilidades através da aplicação das metodologias de base da cozinha francesa – Cuisine, Pâtisserie, Boulangerie e Serviços. Além disso, o programa conta com um estágio integrado no café e restaurante escola do instituto, para que o aluno possa desenvolver a vivência prática da profissão.

 

– Todos os alunos do Cordontec não são graduados e sim, egressos do ensino médio. Daqui a um ano, eles terão a alteração na escolaridade. Ou seja, deixam de ter somente o ensino médio completo para terem o técnico profissionalizante completo e com um lindo símbolo ‘Le Cordon Bleu’ atrelado ao currículo. Nos dá muito orgulho entregar estes diplomas ao final dos cursos. A turma dos bolsistas é fantástica. São alunos que estão pensando no seu futuro, no seu desenvolvimento pessoal e em suas trajetórias. Vemos o retorno que cada um nos dá diariamente – afirmou a diretora acadêmica do Le Cordon Bleu Rio de Janeiro, Camila Furtado.

 

Bolsistas se destacam na profissão

 

No final deste primeiro semestre, Daniele Silva dos Santos, de 34 anos, concluirá o Cordontec. Moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, ela poderá sair do Le Cordon Bleu direto para a cozinha de um dos principais grupos de restaurantes do país.

 

– Eu e mais quatros pessoas somos finalistas de um processo seletivo para o Grupo Trigo, que administra diversos restaurantes aqui no Rio de Janeiro e no Brasil. Cheguei à última fase e agora, teremos que apresentar um prato à diretoria da empresa. É um frio na barriga imenso. Quantos jovens de São João de Meriti gostariam de estudar gastronomia e não estão aqui? Além de ser uma responsabilidade grande, tenho que aproveitar o máximo essa oportunidade porque sei o quanto ela é difícil. É importante verem alguém que chegou até aqui e que isso também é possível para elas – disse Daniele.

 

Só em tempo de deslocamento entre a residência e a escola, Paulo Alves Martins Jr. gasta cerca de quatro horas todos os dias. O aluno do Le Cordon Bleu mora em Cabuçu, bairro de Nova Iguaçu, também na Baixada. Paulo também faz estágio remunerado no instituto e a renda tem o ajudado no custeio das despesas.

 

– Fiz a prova ano passado, consegui a bolsa e hoje estou aqui, estudando na escola. Faço também o estágio durante o dia, que está sendo maravilho. É um sonho inenarrável estar no Le Cordeu Bleu. A experiência do estágio é ótima porque reforça o que eu aprendo em sala de aula. Tenho uma dinâmica de estar mais perto dos professores, o que acaba ampliando meu contato. Gostaria muito de ir para o exterior estudar e me aprimorar na Europa – revelou Paulo, de 29 anos.

 

Outra aluna que já está inserida no mercado de trabalho é Daniela Coelho de Jesus Milato. A jovem, de 20 anos, começará um estágio na cozinha do Hotel Fasano, internacionalmente conhecido por hospedar estrelas do cinema e da música em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A gastronomia veio como uma alternativa e hoje, começa a desenhar em uma carreira promissora para Daniela.

 

– Parece que finalmente encontrei meu caminho porque gastronomia não tinha sido minha primeira opção. Em 2018, eu estava fazendo pré-vestibular e pensava em fazer biomedicina. Fiz a inscrição para a escola ainda um pouco dividida, principalmente por saber se haveria o teste de habilidades específicas. Estar no Le Cordon Bleu representa passar por muitas etapas e acreditar mais em mim mesma. Não acreditava muito que eu tinha alguma capacidade. Como eu cozinhava em casa para minha família e sou a única que gosto de cozinhar, eu achava que eles elogiavam por educação. Mas, hoje vejo que eu sei fazer porque eu tenho esse talento – comemorou a aluna.