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Conexão Mata Atlântica celebra pagamento de incentivos


Por Carol Perez
 
 
O Governo do Estado - por meio das secretarias do Ambiente e Sustentabilidade e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Pesca - celebrou, nesta segunda-feira (27/05), o pagamento de mais de R$ 1 milhão em incentivos para 164 produtores rurais fluminenses que realizaram ações de proteção da Mata Atlântica, por meio do chamado Pagamento por Serviço Ambiental (PSA). O governador Wilson Witzel fez a entrega simbólica do cheque aos produtores que representam as seis micro bacias contempladas pelo projeto Conexão Mata AtlânticaBarra do Piraí, Valença, Porciúncula, Varre-Sai, Cambuci e Italva.


– Parabenizo os homens e mulheres do campo que foram beneficiados pelo projeto Conexão Mata Atlântica, que é uma forma do Governo do Estadode reconhecer e recompensar o trabalho dos produtores rurais do Rio de Janeiro. Em nossa política de governo, é fundamental que valorizemos, sobretudo, a pesca e agricultura, setores que podem ajudar a alavancar o PIB do EstadoCom esta iniciativa, o Rio de Janeiro retoma o seu lugar de vanguarda na preservação e proteção da Mata Atlântica. Também estamos investindo no turismo rural e de aventura para que cada vez mais o interior fluminense seja conhecido, porque é rico em produção e tem paisagens lindas – disse Witzel, lembrando que a cerimônia acontece no Dia da Mata Atlântica.


Lançado em março de 2018 pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o projeto Conexão Mata Atlântica reconhece e incentiva produtores rurais que desenvolvem ações de conservação e restauração da floresta nativa e implementam práticas produtivas sustentáveis. Os recursos são do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


  A Mata Atlântica exerce um papel fundamental na sociedade e o Rio de Janeiro só perde para os estados do Piauí e Santa Catarina em áreas com este bioma. Cerca de 50% da Mata Atlântica fluminense está protegida pelas áreas de proteção ambiental e os outros 50% estão em propriedades particulares em áreas rurais. Por isso, o Conexão Mata Atlântica tem esse viés importante de incentivar os produtores nesta preservação. Haverá a segunda edição do projeto com o lançamento do edital no segundo semestre – afirmou a secretária de Ambiente e Sustentabilidade Ana Lúcia Santoro. 


O evento marcou também o lançamento do mini documentário e da exposição fotográfica itinerante “Histórias de quem produz e preserva”, que conta a trajetória de alguns dos 164 produtores rurais do Estado do Rio de Janeiro, viabilizadores da proteção ambiental.


 Cerca de 70% da produção do Rio de Janeiro vem do pequeno produtor. Por isso que devemos incentivar e investir na agricultura familiar no estado. É a grande vocação fluminense porque agrega a qualidade ao valor, além de gerar trabalho e renda aos produtores – disse o secretário de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e PescaEduardo Lopes.


Incentivo ajuda os produtores rurais


Cada produtor rural inscreveu seu projeto no Conexão Mata Atlântica e precisou seguir os critérios descritos no edital, que serviram para balizar o valor do incentivo financeiro. Entre as iniciativas do representante do Sul Fluminense, o projeto de Carlos Alberto Martins Rosa de Oliveira, de 62 anos, foi o plantio a partir de 100 metros a partir da mata. Com o valor, o proprietário comprou novas máquinas.


  Nunca tivemos incentivo em nada. Está sendo muito gratificante para mim e minha família esse projeto. Com o dinheiro, conseguimos comprar maquinário para dar prosseguimento ao trabalho, porque fazíamos com a enxada. Antes, o trabalho era braçal e era muito difícil. Agora, já temos um micro trator, roçadeira e outros equipamentos que estão ajudando bastante – contou o produtor rural.


O Sítio Recanto São Francisco, localizado em Porciúncula, no Noroeste Fluminense, foi outro beneficiado pelo Conexão Mata Atlântica. A proprietária Maria Lucia Muricci, de 59 anos, desenvolve um trabalho de preservação há 16 anos.


– Minha maior preocupação sempre foi a água, porque tem umas seis nascentes e, participando do Rio Rural, fui cercando e fazendo as áreas de preservação. Fiz uma agrofloresta – afirmou Maria Lucia.