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    Casa Abrigo Lar da Mulher é referência em acolhimento


    Por Carolina Perez

     

    Desde janeiro deste ano, a vida de Ana* mudou. Vítima de violência doméstica, a mulher é uma das 13 moradoras da Casa Abrigo Lar da Mulher, instituição gerida pelo Riosolidario que tem a primeira-dama do estado, Helena Witzel, como presidente de honra. O espaço é responsável pelo acolhimento de vítimas que não têm um local seguro para ficar a partir do momento que buscam apoio para romper com o ciclo de violência.

     

    - Minha experiência no Casa Abrigo Lar da Mulher tem sido positiva. É um lugar acolhedor e com profissionais muito competentes. Vim com meu filho para cá e temos uma rotina, que inclui a vida escolar dele. Cheguei com a alma em pedaços e hoje já tenho conseguido ver novos caminhos para a minha vida. Que bom que existem locais como este, que acolhem àquelas que saem do ciclo da violência. Temos que ter coragem para isso – contou Ana, mãe de uma criança de 10 anos, que mora com ela no local.

     

    Com 12 anos de existência, a Casa Abrigo Lar da Mulher tem a missão de acolher e proteger as mulheres que sofreram algum tipo de violência doméstica e seus filhos menores de idade. Encaminhadas pelos centros especializados, integrados, outros abrigos ou pela Central Judiciária de Abrigamento, as vítimas estão protegidas 24 horas por dia e encontram no local, além de uma moradia, uma rede de apoio completa.

     

    - Quando as vítimas chegam à Casa Abrigo, parte delas já não têm nenhuma alternativa de acolhimento. Aqui, são atendidas pela equipe técnica e recebem diversos tipos de auxílios como, por exemplo, de saúde, jurídico, trabalhista, entre outros. Além disso, caso precisem sair, são acompanhadas pelas nossas equipes para que a integridade física delas seja preservada – afirmou a diretora da instituição, Sueli Ferreira.

     

    Trabalho multidisciplinar

     

    Desde a criação da Casa Abrigo Lar da Mulher, em 2007, até hoje, cerca de oitocentas mulheres acompanhadas de seus filhos, já passaram pelo local, totalizando mais de duas mil pessoas. Com a faixa etária entre 18 e 35 anos, as vítimas permanecem, em média, seis meses no abrigo. Durante o período, é fundamental o trabalho da equipe multidisciplinar, entre assistentes sociais, pedagogos e psicólogos.

     

    - Falamos muito sobre a palavra resiliência porque é o sentimento que elas devem ter diante desta nova configuração da vida. Elaboramos com as vítimas um plano de inclusão social para que possam construir um desligamento seguro. Além disso, trabalhamos o resgate do afeto entre mãe e filho. As mulheres chegam muito fragilizadas à Casa Abrigo e, algumas delas, têm uma situação de vulnerabilidade social grande – detalhou a assistente social, Marta Pereira, que ainda acrescentou:

     

    - A decisão da mulher em buscar a Casa Abrigo é muito valorizada por nós porque mostra um ato de coragem destas vítimas em romper o ciclo da violência. As mulheres saem agradecidas porque, embora o tema seja violência, o local é de amor. Cada vítima acolhida é um desafio, pois cada uma tem uma demanda diferente. É preciso encorajar estas mulheres e estamos devolvendo a dignidade que lhes foi retirada – completou.

     

    *nome fictício