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    RPPNs vão proteger mais de 50 hectares de Mata Atlântica


    Por Ascom do Inea

     

    As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) avançam pelo estado do Rio de Janeiro graças ao incentivo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio do Projeto RPPN RJ. Como resultado deste trabalho, duas novas reservas acabam de ser criadas: Bugios da Esperança, com 5,65 hectares, situada em Miracema; e Ilan, com 50,75 hectares, localizada em Angra dos Reis.

     

    Ao todo, o estado já conta com 87 RPPNs reconhecidas pelo órgão ambiental estadual, que totalizam mais de oito mil hectares de área de Mata Atlântica protegida. As RPPNs são estratégicas para a conservação deste bioma, uma vez que, aproximadamente, 80% dele encontram-se em terras privadas.

     

    - As RPPNs são importantes instrumentos de preservação da Mata Atlântica. Esta certificação perpétua para a propriedade também contribui para a geração de emprego e renda, pois valoriza o empreendimento, incentivando o turismo, a educação ambiental e a pesquisa científica. Essas reservas particulares ainda geram mais ICMS Ecológico para o município onde estão, ou seja, um benefício que retorna para toda a população da cidade. É mais uma iniciativa sustentável que alinha a preservação do meio ambiente com o crescimento econômico do nosso estado - afirma o presidente do Inea, Claudio Dutra, destacando os benefícios destas reservas para proprietários e localidades que as recebem.

     

    Para a criação de uma RPPN, o Inea faz o reconhecimento da reserva por meio de portaria definitiva publicada no Diário Oficial do estado. Além disso, o órgão ambiental oferece suporte técnico, com apoio ao georreferenciamento da propriedade.

     

    Essas reservas são unidades de conservação de proteção integral de propriedade privada, cujas atividades permitidas são educação ambiental, turismo, pesquisa científica e proteção da Mata Atlântica. As RPPNs são criadas voluntariamente pelos proprietários e averbadas nas matrículas dos imóveis.