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    Assistentes sociais fazem a diferença na Operação Segurança Presente


    Por Carolina Perez

     

    No último dia 15 de maio, foi comemorado o dia do Assistente Social. São profissionais cujas funções têm como objetivo a execução das políticas públicas que ajudam a sociedade, principalmente o auxílio às pessoas em situação de vulnerabilidade social. A Operação Segurança Presente, da Secretaria de Estado de Governo e Relações Institucionais, conta com o trabalho de 24 assistentes sociais, que se dividem nas sete bases do programa - Méier, Tijuca, Centro, Aterro, Lapa, Leblon e Ipanema. As assistentes sociais têm se destacado pelo atendimento humanizado durante o acolhimento ao cidadão vulnerável.

     

    – As assistente sociais são um diferencial das operações Segurança Presente. São profissionais que acolhem, encaminham e ajudam as pessoas em momentos difíceis de suas vidas. Também fazem um trabalho de prevenção que muito contribui para a segurança pública. Temos muito orgulho em tê-las nas nossas equipes – disse o superintendente das Operações da Secretaria de Estado de Governo e Relações Institucionais, major Carlos Eduardo Falconi.

     

    Desde 2014 na Operação Lapa Presente, Simone Gonçalves, de 47 anos, afirma que o início do trabalho foi desafiador por ter que lidar com um público que, por muitas vezes, é invisível.

     

    – Quando comecei, tinha certo receio de ter que trabalhar com a população em situação de rua, além de ter que frequentar o Centro do Rio de madrugada. É necessário entender o contexto daquelas pessoas, que, muitas vezes, são discriminadas. Estes homens e mulheres precisam se sentir cidadãos e, por isso, paramos e os escutamos. Nosso trabalho é bem amplo e ajudamos desde o encaminhamento para casas de recuperação até o retorno à família – descreveu Simone, que ainda acrescentou:

     

    – No Lapa Presente, abordamos entre 60 e 70 pessoas por noite. Atualmente, a pessoa acaba morando nas ruas em virtude do desemprego. Mas, também vemos muitos casos de conflitos familiares, além de dependentes químicos e aposentados. É muito gratificante o trabalho e, mesmo que apenas uma vida seja transformada por noite, já fico feliz, pois todos nós somos cidadãos com direitos que devem ser respeitados – completou a assistente social, que também atua na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Japeri, cidade da Baixada Fluminense, onde mora.

     

    Perfil dos acolhimentos

     

    Há seis anos no mercado de trabalho e há quatro na Operação Aterro Presente, Rosângela dos Santos sente que faz a diferença na vida daqueles que atende. Segundo ela, entre 60 e 80% do público é de população de rua na região. Outros perfis também são acolhidos pela operação.

     

    - Temos também muitos idosos com Alzheimer que se perdem e não conseguem voltar para casa. Além disso, fazemos abordagem às crianças e adolescentes que estão sozinhos no Parque do Flamengo para orientá-los e ainda, às pessoas de outros estados que chegam ao Rio e passam por alguma situação e ficam desassistidos – afirmou a profissional, que tem 44 anos.

     

    Rosângela ainda revela que, na área do Aterro do Flamengo, há muitos casos de dependência química. O envolvimento de pessoas com o álcool e as drogas causa, muitas vezes, o conflito familiar, o que leva a saída de casa e a busca das ruas como moradia.

     

    – Atendemos muitos homens, além de crianças e adolescentes. Sonho que, um dia, tenhamos uma sociedade mais justa e igualitária. Todos devem olhar para todos, principalmente para àqueles que mais precisam de ajuda – finalizou a assistente social.