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FIA auxilia famílias de crianças e jovens desaparecidos


Foram quase cinco dias de angústia e preocupação por causa do desaparecimento de Cauã Conceição Sales, de 12 anos. Rosane Conceição Sales, mãe do adolescente, notou que o filho não havia voltado para casa e mobilizou a família toda para procurá-lo no bairro onde moram, na Pavuna, Zona Norte do Rio. Rosane esteve na Cidade da Polícia para fazer o boletim de ocorrência e, quase que imediatamente, a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, fez a confecção do cartaz e iniciou o trabalho de suporte aos familiares, principalmente à mãe.

 

- É uma sensação muito ruim. Só quem vive uma situação dessas é que sabe. Parece que eu estava perdendo meu filho para sempre. A travessura do Cauã poderia ter terminado da pior maneira, mas ele foi encontrado e voltou para casa. É uma angústia muito grande e o apoio que recebi das equipes da FIA foi fundamental. Estavam em contato o tempo todo comigo para ajudar a localizar meu filho – contou Rosane, de 32 anos e mãe de outros cinco filhos.

 

Cauã alegou aos pais que queria conhecer o famoso Carnaval do Rio de Janeiro sozinho e, por isso, saiu de casa e, após quase cinco dias desaparecido, o adolescente foi visto próximo a uma comunidade vizinha da região onde mora.

 

- Sentei com ele e conversei que foi um susto muito grande e que algo pior poderia ter acontecido. Ele me pediu desculpas e disse que não vai repetir o quê fez. Pelo menos, vou passar o dia das mães com todos os meus filhos juntos. Mas, fico pensando naquelas que não encontram os seus e não poderão ter a mesma alegria que a minha – disse.

 

Trabalho de referência

 

Nos 23 anos de atuação do SOS Criança Desaparecida, da FIA, já foram localizadas quase três mil pessoas desaparecidas no estado. Entre as iniciativas do órgão, estão o apoio às famílias, com a divulgação dos cartazes com fotos de quem desapareceu, quando e em qual localidade, além de fomentar a cultura da identificação durante períodos de grande movimentação, como carnaval e festa de fim de ano.

 

- Há, hoje, 552 crianças, adolescentes e jovens desaparecidos no estado do Rio. É um número muito alarmante e estamos trabalhando para revertê-lo. O trabalho da FIA é referência e é preciso atuar cada vez mais na prevenção, sem esquecer o atendimento às famílias. Além da sede, temos os polos para acolher essas pessoas e minimizar o impacto de um ente querido na família – completou a secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes, que também preside a FIA.